Eu sou a Caroline Casé, psicóloga clínica, e o que mais me move no meu trabalho é a curiosidade pelo que acontece dentro das pessoas, inclusive dentro de mim.
Eu não vejo a terapia como um lugar de respostas prontas. Para mim, ela é um espaço de clareza. Um lugar onde pensamentos, emoções e experiências podem, aos poucos, encontrar forma e sentido. Acredito profundamente no poder da fala, porque quando conseguimos colocar em palavras aquilo que vivemos, começamos a organizar o que antes parecia confuso. É como abrir uma caixa cheia de peças misturadas e, com calma, descobrir que existe uma imagem possível de ser construída.
Escolhi uma abordagem integrativa porque acredito que nenhuma teoria, sozinha, é capaz de explicar toda a complexidade humana. Gosto de olhar para cada pessoa considerando sua história, suas relações, seu corpo, suas emoções e a forma única como construiu seu jeito de existir no mundo. Para mim, compreender alguém é muito mais importante do que encaixá-lo em um conceito.
Tenho um interesse especial por processos de autoconhecimento, expansão de consciência e transformação emocional. Também estudo temas relacionados aos psicodélicos e à maconha no contexto da psicologia. Faço parte do Grupo de Trabalho sobre Maconha e Psicodélicos do CRP, participo da Marcha da Maconha e já estive em congressos dedicados a esse tema, porque acredito que esses debates merecem ser conduzidos com responsabilidade, ética e abertura ao conhecimento.
Minha trajetória também foi construída fora dos consultórios. Ao longo de mais de quinze anos, participei de diversos projetos sociais que ampliaram profundamente a minha forma de compreender o cuidado. Estive envolvida com iniciativas em agroecologia, em assentamentos do MST, em territórios indígenas, junto a comunidades ciganas e a pessoas em situação de vulnerabilidade social. Essas experiências me ensinaram que cada realidade tem sua própria forma de existir e que escutar, antes de qualquer intervenção, é um ato de respeito.
Atualmente, também faço parte de uma comissão de saúde voltada ao trabalho com pessoas idosas e sigo investindo em formação continuada, incluindo estudos em saúde mental no contexto da cirurgia bariátrica, porque acredito que aprender faz parte do compromisso ético de quem cuida.
Como pessoa, sou sensível, reflexiva e curiosa. Gosto de fazer perguntas, de observar os detalhes e de compreender os processos que nos tornam quem somos. Valorizo autenticidade, liberdade e consciência, e procuro levar esses mesmos valores para o espaço terapêutico.
Mais do que oferecer respostas, o que desejo é construir um espaço onde você possa compreender melhor a si mesmo, organizar pensamentos, acolher emoções e se aproximar, com mais gentileza, da sua própria história.
Se eu olhar para trás, percebo que minha trajetória nunca foi feita apenas de escolhas profissionais. Ela foi sendo construída pelos lugares por onde passei, pelas pessoas que encontrei e pelas perguntas que fui fazendo ao longo da vida.
Sempre tive muita curiosidade sobre o ser humano. Nunca me bastou entender o que as pessoas faziam. Eu queria compreender por quê. O que sentiam, como davam sentido às experiências e de que forma tudo isso ia moldando quem elas eram. Acho que foi essa curiosidade que me levou à Psicologia.
Durante a graduação, percebi que nenhuma teoria, sozinha, conseguia explicar toda a complexidade de uma pessoa. Cada abordagem oferecia uma forma diferente de olhar para o sofrimento, para as relações e para a mudança. Foi aí que me encontrei na abordagem integrativa. Ela faz sentido para mim porque me permite olhar para cada pessoa como única, respeitando sua história, seu contexto e seu jeito de existir.
Mas minha formação não aconteceu apenas dentro da universidade.
Ao longo de mais de quinze anos, participei de diferentes projetos sociais que transformaram profundamente a forma como eu compreendo o cuidado. Vivi experiências com agroecologia, em assentamentos do MST, em territórios indígenas, junto a comunidades ciganas e com pessoas em situação de vulnerabilidade social. Esses encontros ampliaram meu olhar e me ensinaram que não existe uma única forma de viver, de sofrer ou de encontrar caminhos. Antes de qualquer técnica, existe uma história. E toda história merece ser escutada.
Ao longo dos anos, também fui buscando formações que ampliassem esse olhar. Estudei Terapia Cognitivo-Comportamental, saúde mental no contexto da cirurgia bariátrica e sigo aprofundando meus estudos em temas ligados à expansão da consciência, psicodélicos e maconha no contexto da Psicologia. Hoje faço parte do Grupo de Trabalho sobre Maconha e Psicodélicos do CRP, participo da Marcha da Maconha, já estive em congressos sobre o tema e também integro uma comissão de saúde voltada ao cuidado com pessoas idosas.
Quando olho para tudo isso, não vejo uma coleção de cursos ou experiências. Vejo um caminho que foi, aos poucos, me ensinando a escutar melhor. E talvez seja essa a principal característica que levo para a clínica. Antes de tentar explicar alguém, eu procuro compreender. Antes de buscar respostas, eu acredito na importância de construir um espaço onde elas possam surgir no tempo de cada pessoa.
A Psicologia, para mim, nunca foi sobre encontrar respostas prontas ou encaixar pessoas em definições. Sempre fez mais sentido olhar para cada pessoa como alguém que carrega uma história única, construída pelas experiências que viveu, pelas relações que estabeleceu e pela forma como aprendeu a existir no mundo.
Foi por isso que me encontrei na abordagem integrativa. Ela me permite olhar para o ser humano com mais coerência, reconhecendo que diferentes perspectivas podem contribuir para compreender a complexidade de cada história.
Minha base é a Terapia Cognitivo-Comportamental, mas acredito que nenhuma abordagem, sozinha, consegue explicar tudo o que somos. Gosto de integrar diferentes formas de compreender o sofrimento humano, sempre com responsabilidade e respeito à singularidade de cada pessoa.
A terapia, para mim, é um espaço de encontro. Um lugar onde pensamento, emoção, corpo e história podem conversar entre si. Mais do que buscar respostas rápidas, acredito em construir perguntas que aproximem cada pessoa de si mesma, com mais consciência, autonomia e gentileza.
Minha formação começou na graduação em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), mas nunca terminou ali. Desde então, sigo estudando porque acredito que cuidar de pessoas também exige continuar aprendendo.
Ao longo da minha caminhada, fui percebendo que a complexidade do ser humano pede um olhar em constante construção. Por isso, busquei aprofundar meus estudos na Terapia Cognitivo-Comportamental, área em que sou pós-graduada, e também em Fitoterapia e Prescrição de Fitoterápicos, formação que amplia minha compreensão sobre o cuidado em saúde de forma integrativa e me habilita à prescrição de fitoterápicos dentro das competências previstas para essa formação.
Além das pós-graduações, sigo investindo em formação continuada em diferentes áreas da saúde mental, porque acredito que nenhuma pessoa cabe em um único olhar e que aprender faz parte do compromisso ético com quem escolhe compartilhar sua história comigo.
Estudar, para mim, nunca foi apenas uma forma de acumular conhecimento. É uma maneira de cuidar melhor. Cada nova formação amplia meu olhar, desafia minhas certezas e me lembra que a Psicologia continua em movimento, assim como as pessoas que chegam até a clínica.
Acredito que a formação de um psicólogo não termina com a graduação ou com uma pós-graduação. Cada curso, congresso e experiência de estudo amplia um pouco mais a forma como compreendo o ser humano e fortalece meu compromisso com uma prática ética, atualizada e baseada em conhecimento.
Ao longo da minha trajetória, busquei formações em diferentes áreas da saúde mental, sempre procurando integrar novos aprendizados à minha prática clínica, respeitando a singularidade de cada pessoa que chega até mim.
Continuo estudando porque acredito que aprender faz parte do cuidado. Cada nova formação amplia meu olhar e me ajuda a oferecer uma prática cada vez mais responsável, sensível e coerente com a complexidade humana.
Acredito que estudar é uma forma de cuidar de quem confia em mim.
Muito do que sou como psicóloga foi aprendido fora da universidade.
Ao longo da minha trajetória, escolhi viver experiências em diferentes contextos porque acreditava que compreender pessoas também significava compreender os lugares onde suas histórias são construídas. Foi assim que participei de projetos ligados à agroecologia, vivi experiências em assentamentos do MST, em territórios indígenas, junto a comunidades ciganas e em iniciativas voltadas ao cuidado de pessoas em situação de vulnerabilidade social.
Cada um desses encontros ampliou a forma como compreendo o cuidado. Eles me ensinaram que nenhuma história existe separada do contexto em que foi construída e que, antes de qualquer teoria, diagnóstico ou técnica, existe uma pessoa tentando fazer sentido da própria vida.
Talvez seja por isso que eu acredite tanto na escuta. Antes de compreender um sofrimento, é preciso compreender a pessoa que o vive.
Também acredito que a Psicologia cresce quando permanece em diálogo com a sociedade, com a ciência e com os desafios do nosso tempo.
Por isso, participo do Grupo de Trabalho sobre Maconha e Psicodélicos do CRP, da Marcha da Maconha e de congressos voltados à saúde mental e aos estudos sobre psicodélicos. Esses espaços fazem parte da minha formação contínua e contribuem para que eu acompanhe discussões científicas, éticas e sociais relacionadas a essas temáticas.
Também integro uma comissão de saúde voltada ao trabalho com pessoas idosas, experiência que amplia meu olhar sobre o cuidado ao longo das diferentes fases da vida.
Acredito que estudar, pesquisar e participar desses espaços é uma forma de manter minha prática viva, em constante construção e conectada com as transformações da sociedade.
atravessada pelas experiências, pelas pessoas, pela intensidade do que acontece dentro e fora.
aprendo o tempo todo. com livros, conversas, silêncios, e com aquilo que ainda não tem resposta.
a clínica não está fora do mundo. e eu não posso fingir que está, mesmo quando seria mais cômodo.
prefiro a verdade incômoda à cordialidade vazia. e isso atravessa o que escrevo, falo e escuto.
razão e sensibilidade, corpo e mente, estudo e intuição. nada disso é separado em mim.
como qualquer pessoa. me sinto à vontade dizendo isso, inclusive em sessão.
A próxima parada natural é entender como o atendimento acontece — ou ler o que tenho escrito no Clareia.